domingo, 19 de outubro de 2014

Carcará perde em casa e vai ter que reverter no interior paulista

Salgueiro bem que tentou, mas não conseguiu furar o bloqueio do Mogi Mirim (Foto: Jadir Souza)
Na tarde deste domingo o Salgueiro não se deu bem e largou com derrota para o Mogi Mirim no confronto decisivo que vai apontar quem sobe para a Série B. O jogo foi no Cornélio de Barros, e o time do interior paulista venceu pelo placar de 1 a 0.
O grande responsável pelo feito foi o goleiro Mauro. O arqueiro se transformou em santo e fez inúmeras defesas, lembrando e muito os tempos de campeão brasileiro pelo Santos. Já o gol foi marcado por Thomas Anderson. 
O Salgueiro terá que vencer por dois ou mais gols de diferença para conquistar o acesso no jogo da volta. Caso vença pelo mesmo placar, a partida será decidida nas penalidades máximas. Já o Mogi Mirim jogará pelo empate. A partida acontecerá na próxima sexta-feira, às 19h, horário pernambucano, no Estádio Romildo Ferreira, para carimbar o seu passaporte à Série B.
O confronto entre Salgueiro e Mogi Mirim, que contou com a presença do ex-jogador e presidente do clube paulista Rivaldo, ficou parado nos minutos finais do segundo tempo por cerca de 20 minutos por conta da falta de energia. Assim que restabelecida, a partida foi reiniciada normalmente.
“SÃO” MAURO!
Apoiado por seus torcedores, o Salgueiro demorou para engrenar. O Carcará apostava nos passes longos pelas laterais e sofria para passar pela forte marcação do Mogi Mirim, que claramente veio para jogar recuado com a intenção de surpreender nos contra-ataques.A primeira boa chance foi do time da casa. Aos 13 minutos, Vitor Caicó arriscou o chute na entrada da área e parou no goleiro Mauro, que deva mostras de que estava em dia inspirado.
O arqueiro voltou a brilhar aos 19 minutos.Fabrício Ceará aproveitou o lançamento e cabeceou com perigo. Mauro fez a defesa. Na sobra, Vitor Caicó tentou o arremate, mas a bola voltou a ficar com o goleiro. Após o susto, enfim, o Mogi Mirim respondeu.Em cobrança de falta, Valdir soltou o pé e Luciano saiu bem para tirar de soco.
O Salgueiro continuava pressionando, mas Mauro deixava o gol cada vez menor. Aos 29 minutos, Vitor Caicó recebeu na entrada da pequena área e desviou de cabeça para mais uma defesa do goleiro Mauro, desta vez em dois tempos.Fabrício Ceará chegava para completar, mas o arqueiro levou a melhor.
Nos minutos finais, o Mogi Mirim soube conter o ímpeto do Salgueiro e tocava a bola, deixando o tempo passar. O Salgueiro arriscava de longa distância, mas não acertava o alvo. Por tudo que fez durante a partida, o Sapo vai para o intervalo com um grande resultado.
SAPÃO SURPREENDEU!
O Salgueiro voltou para a segunda etapa acelerado e perdeu a chance de abrir o placar aos três minutos. Zé Roberto tabelou com Fabrício Ceará e arriscou o chute. Mauro caiu no canto direito e espalmou para fora. A resposta do Mogi Mirim veio no lance seguinte. Luciano colocou efeito na cobrança de falta e a bola tinha endereço certo, até Luciano saltar e com uma mão fazer a defesa.
O Sapo voltou melhor para o segundo tempo e começava a acreditar que poderia sair com a vitória. Aos 17 minutos, Everton Heleno puxou o contra-ataque, passou pela marcação adversária e soltou o pé. Luciano fez outra grande defesa. Dois minutos depois, Fabrício Ceará ganhou a dividida com o marcador do Mogi e chutou de direita. Mauro espalmou e, na sobra, Zé Roberto foi travado.
O Mogi foi gostando do jogo e abriu o marcador aos 35 minutos, pegando muita gente de surpresa.Thomás Anderson recebeu pelo lado esquerdo de campo e na entrada da área acertou o ângulo do goleiro Luciano, um golaço. Antes do apito final, acabou a energia no Estádio Cornélio de Barros. A partida demorou cerca de 20 minutos para recomeçar, mas não tinha mais tempo para o Salgueiro buscar o empate.
FICHA TÉCNICA
SALGUEIRO 1 X 1 MOGI MIRIM
Salgueiro
Luciano;
Marcos Tamandaré, Ranieri, Ricardo Brás e Daniel;
Moreilândia (Fabrício Ceará) (Júlio Estevão), Vitor Caicó, Zé Roberto e Valdeir; Kiros (Kanu) e Fabrício Ceará. Técnico: Fernando Alcântara.
Mogi Mirim
Mauro;
Valdir, Fábio Sanches, Wagner e Leonardo;
Magal, Maycon, Everton Heleno (Thomas Anderson), Vitinho (Moisés) e Danrlei;
Nando (Willian Popp). Técnico: Cláudio Batista.
Local: Estádio Cornélio de Barros, Salgueiro (PE); Árbitro:Wagner Reway - MT; Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques - MT e Flávio Gomes Barroca - RN; Cartões Amarelos: Salgueiro-PE: Moreilândia, Valdeir; Mogi Mirim-SP: Magal; Gols: Mogi Mirim-SP: Thomas Anderson 35' 2T; Renda: R$ 84.410,00; Público: 8.765 pagantes.  
Com informações da AFI

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sport erra do começo ao fim e perde a segunda na Ilha do Retiro

Diego Souza marcou seu primeiro gol com a camisa do Sport. Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Com erros do primeiro ao último minuto de jogo, o Sport perdeu a segunda partida como mandante na Série A do Campeonato Brasileiro. O algoz foi o Vitória, que, ao fazer 2×1, mostrou eficiência para explorar os pontos fracos dos pernambucanos. Esse resultado deixou os campeões do Nordeste em 11º lugar. Já o Leão baiano conseguiu sair da zona de rebaixamento. Agora é o 17º, com 31 pontos.
Marcinho bateu falta na área e Rithely subiu mais que todo mundo para mandar para as redes. O problema é que o alvo do volante foi justamente a barra que seu goleiro defendia. Nada mais pode ser dito antes disso porque o cronômetro marcava apenas 45 segundos quando o Vitória marcou o gol inaugural.
Pronto, depois do gol-relâmpago podemos voltar ao contexto do jogo. A péssima fase do ataque do Sport fez o técnico Eduardo Baptista radicalizar. A dupla Felipe Azevedo/Neto Baiano foi para o banco e a experiência que deu certo contra Criciúma e Santos voltou: Vítor entrou na lateral e Patric virou atacante, com o acréscimo de Ananias e Diego Souza no papel do falso centroavante.
O que ninguém contava é que aquele gol pré-um minuto desmantelou qualquer planejamento. O Sport quis empatar de qualquer jeito e de qualquer jeitou tentou ir ao ataque. Quando alguém não individualizava outro alguém precipitava-se. Ibson foi o maior exemplo do primeiro problema e Renê do segundo. Acrescente-se o maior problema do time com a avalanche de contusões: a perda de uma marcação mais pesada no meio de campo. Embora trabalhem melhor a bola, nem Rithely nem Wendel têm a força de Ewerton Páscoa e Rodrigo Mancha, a dupla de volantes durante quase todo primeiro semestre.
Foi assim que os baianos chegaram ao segundo gol. Juan cruzou da esquerda e Henrique Matos interceptou. Mas Dinei foi espero, correu até à bola, dominou, girou e chutou forte no canto esquerdo de Magrão. Durante os quatro movimentos do atacante adversário, nem Henrique Mattos tentou acompanhar, nem um dos volantes, que deveriam estar na entrada da área, apareceu para fazer a cobertura.
Com dois gols de vantagem o Vitória encolheu-se em seu campo defensivo usando um 4-1-4-1, deixando apenas Dinei à frente. Edno e Vinícius formavam a linha do meio de campo, que recuou à medida que o tempo passava. Isso chamou o Sport para o campo ofensivo e o time da casa foi atacando, literalmente aos trancos e barrancos até o maior vacilo dos visitantes. Patric ficou livre do lado direito e Ananias o lançou. O lateral/artacante entrou na área e cruzou no segundo pau para Diego Souza subir muito alto e cabecear para as redes aos 40 minutos.
O Sport voltou para o segundo tempo com o novo sistema ofensivo parcialmente desfeito. Felipe Azevedo entrou no lugar de Vítor e Patric era de novo o lateral. No Vitória, o fraco Juan deu lugar a Mansur. A mudança do Sport não mudou nada. O time não pressionou a saída de bola, não acelerou o jogo e, principalmente, manteve Ibson enraizado no lado esquerdo. Já o novo lateral-esquerdo baiano apenas guardou posição, coisa que o antecessor não fazia.
Como o time dominava apenas territorialmente, o técnico rubro-negro promoveu outra alteração. Para satisfação da torcida, que aplaudiu, Neto Baiano foi para a beira do gramado. E para insatisfação da torcida, que vaiou, quem saiu foi Diego Souza. Com a saída de um jogador que prende a bola e a entrada de outro apenas de finalização, o Sport passou a apelar ainda mais para a bola longa.
E para piorar a relação do técnico com a torcida a última mudança envolveu dois jogadores que gozam de péssima popularidade com a torcida. Wendel saiu para entrada de Zé Mário. Mesmo depois da entrada de Zé Mário, aos 24, o Sport ainda demorou mais de dez minutos para usar Ibson centralizado. E àquela altura do jogo, o desespero já batia forte e o time preferia rifar a bola no ataque do que uma troca de passes consciente.
Esses lançamentos só fizeram consagrar o zagueiro Kadu, o maior rebatedor de todos eles. Parte da torcida perdeu a paciência e chamou o técnico Eduardo Baptista de burro. Quando o Vitória tinha a bola conseguia trocar passes com relativa facilidade, já que o meio de campo leonino não dava o bote.
Ficha do jogo:
Sport: Magrão; Vítor (Felipe Azevedo), Durval, Henrique e Renê; Rithely, Wendel e Ibson; Patric, Diego Souza (Neto Baiano) e Ananias. Técnico: Eduardo Baptista.
Vitória: Gatito Fernández; Nino, Roger Carvalho, Kadu e Juan (Mansur); Luiz Gustavo, Richarlyson e Marcinho; Vinicius (Luiz Aguiar), Edno e Dinei (Marcos Júnior). Técnico: Ney Franco.
Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e José Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS). Gols: Rithely (contra), aos 45 segundos; Dinei, aos 27; Diego Souza, aos 40 do primeiro tempo. Cartões amarelos: Edno, Gatito Fernandéz, Luiz Gustavo, Richarlyson, Wendel e Durval.
Por Wladmir Paulino

domingo, 12 de outubro de 2014

Sport recebe o Vitória querendo recuperar a confiança da torcida

Precisando aproveitar as oportunidades como mandante para reconquistar a confiança da torcida e do próprio time, o Sport recebe neste domingo, às 18h30, o Vitória. A partida é válida pela 28ª rodada da Série A e acontece na Ilha do Retiro. E o clima é de mistério no estádio rubro-negro, pois o técnico Eduardo Baptista só deve divulgar a escalação minutos antes do jogo. Até o momento, o treinador disse que ainda tem uma dúvida que, possivelmente, é no ataque.
 
Na nona posição, o Leão tem 36 pontos somados até agora e vem de quatro rodadas sem vitória. No último jogo, perdeu de 2×0 para o Grêmio, em Porto Alegre. Já os baianos estão na 18 colocação, com 28 pontos. Na última rodada, empataram com o Goiás, em Salvador.
 
Entre comissão técnica, jogadores e a torcida o discurso é o mesmo: o Sport precisa recuperar-se para voltar a pontuar na competição. Foram quatro rodadas seguidas sem vencer. Fora de casa, o Leão já soma oito derrotas seguidas e não vence desde o dia 31 de maio. Para o goleiro Magrão o time não está em tempo de vencer – esse tempo até já passou. E Eduardo Baptista já avisou: vencer o Vitória é obrigação.
 
VITÓRIA
O Vitória vem ao Recife disposto a dar trabalho para os donos da casa. O técnico Ney Franco deve colocar a equipe titular em campo com três  atacantes – Vinicius, Edno e Dinei. A proposta ofensiva corresponde à necessidade que a equipe baiana tem de deixar a zona de rebaixamento. Voltando um pouco no tempo, as lembranças que o Leão baiano tem do pernambucano são boas. Em agosto, os dois rubro-negros se enfrentaram pela Sul-Americana e quem levou a melhor – tanto no jogo de ida quanto no de volta – foi o Vitória. Na partida que aconteceu na Ilha do Retiro, o placar foi de 1 a 0 para o visitante, com gol de Marcinho.
 
Apesar do retrospecto positivo para o time visitante, é preciso lembrar que jogando na Ilha o Sport costuma dar mais trabalho do que quando atua fora de casa. O duelo contra entre Sport e Vitória acontece em um momento delicado para as duas equipes. Alem da situação de ambos no Campeonato, os dois vêm de resultados pouco agradáveis da rodada que aconteceu no meio da semana.
 
 
Ficha Técnica: Sport x Vitória
 
Sport: Magrão; Patric, Durval, Henrique e Renê; Rithely, Wendel, Ibson e Diego Souza; Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
 
Vitória: Gatito Fernández; Nino, Roger Carvalho, Kadu e Juan; Luiz Gustavo, Richarlyson e Marcinho; Vinicius, Edno e Dinei. Técnico: Ney Franco.
 
Campeonato Brasileiro (Série B) – 28ª rodada. Estádio: Ilha do Retiro, Recife (PE). Domingo (12), às 18h30. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e José Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS).
 
Por Marina Padilha
 
 

Náutico vence e ganha tranquilidade para administrar os problemas

Sassá marcou dois gols na vitória alvirrubra. Fotos: Edmar Melo/JC Imagem
A vitória foi importante para o Náutico não se distanciar do G4 da Série B e manter o sonho do acesso ainda vivo, é verdade. Mas acima de tudo, o placar de 2×1 sobre o ABC, na tarde deste sábado, na Arena Pernambuco, traz tranquilidade para os alvirrubros administrarem os próprios problemas, que foram o grande foco durante a semana de preparação para o jogo contra os potiguares.
 
Perder, ou até mesmo empatar, com o alvinegro do Rio Grande do Norte poderia tornar o ambiente alvirrubro ainda mais pesado em meio aos salários atrasados. Pelo bem do Timbu, o atacante Sassá marcou os dois gols da vitória, que se não muda a situação do Náutico da água para o vinho, pelo menos deixa o cenário menos problemático com o time voltando a funcionar dentro de campo.
 
Com o resultado, o Timbu vai para os 44 pontos e fica a seis do G4, pelo menos até o complemento das outras partidas. Na próxima rodada, o Náutico enfrenta o Sampaio Corrêa, fora de casa. Já o ABC permanece com 35 pontos e na 13ª posição, podendo ser ultrapassado a depender dos outros jogos do sábado. Os potiguares têm o Luverdense como próximo compromisso na Segundona.
 
O JOGO - O gol de Sassá logo aos dois minutos do primeiro tempo deu a impressão que o Náutico teria um jogo mais tranquilo quando comparamos com a derrota de 4×1 para o América-MG, na última terça-feira. Só que esse pensamento ficou apenas na teoria. Isso porque o ABC não se assustou com a desvantagem inicial e levou perigo para o Timbu no gramado, principalmente utilizando os lados do campo. Os alvirrubros tiveram muito trabalho com esse tipo de jogada.
 
Por pouco o Timbu não saiu para o intervalo já com a igualdade no placar. Sem receio de atacar, os potiguares perderam inúmeras chances de empatar nos primeiros 45 minutos, incluindo um pênalti, desperdiçado por Rodrigo Silva. Os erros da partida contra o América-MG se repetiam. O Náutico dava espaços no meio e permitia o adversário chegar ao gol de Júlio César em velocidade. Por outro lado, o Náutico também vacilava no ataque e perdia as oportunidades que criava.
 
Em muitos momentos, o jogo ficou lá e cá, com chances para os dois lados, incluindo os erros. O ABC, porém, teve o mérito de aproveitar melhor a sequência de oportunidades no segundo tempo para empatar com Rodrigo Silva, aos 5 minutos. Ele finalizou bola cruzada na área e mandou para as redes. Detalhe para o erro de Rafael Cruz. O lateral-direito falhou ao tentar dominar o lançamento no início da jogada.
 
A igualdade, e o maior volume ofensivo, deu a sensação que os potiguares poderiam provocar mais uma frustração para o torcedor alvirrubro a qualquer momento. Só que o alvinegro voltou a perder gols. O desperdício custou caro para o ABC em uma partida que o Náutico não se entregou. O Timbu acreditou até o fim na vitória e foi recompensado com um pênalti aos 40 minutos. Sassá cobrou e colocou um sorriso, de alívio, no rosto da torcida.
 
A esperança é que diante do Sampaio Corrêa o Náutico não volte a decepcionar na tentativa de se aproximar do grupo de quatro melhores da Segundona. Sequência é o mais importante neste momento.
 
 
FICHA DA PARTIDA – NÁUTICO 2X1 ABC
 
Náutico: Júlio César; Rafael Cruz (Neílson), William Alves, Renato Chaves e Rai; Paulinho, João Ananias e Cañete (Marcos Vinícius); Furlan, Sassá e Tadeu (Hélder). Técnico: Dado Cavalcanti.
 
ABC: Gilvan; Madson (Somália), Marlon, Samuel e Michel Benhami; Fábio Bahia, Marcel, Daniel Amora e Ronaldo (João Henrique); Rodrigo Silva e Zambi (Patrick). Técnico: Moacir Júnior.
 
Série B (29ª rodada). Local: Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE). Árbitro:  Felipe Duarte Varejão (ES). Auxiliares: Katiuscia M. Berger Mendonça e Fabio Faustino dos Santos (ambos do ES). Gols: Sassá (N) aos 2 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Silva (A) aos 5 e Sassá (N) aos 40 do segundo. Amarelos: Paulinho (N), Rafael Cruz (N) e Marcel (A). Público: 6.530. Renda: R$ 160.300.
 
 
Por Thiago Wagner
 

Santa Cruz tem boa atuação mas empate compromete pretensões de acesso

Em mais um jogo com uma boa postura defensiva, o Santa Cruz empatou fora de casa, novamente por 1×1. Desta vez, foi diante da Ponte Preta, em partida disputada no Moisés Lucarelli, em Campinas. Se a atuação foi digna de elogios, o resultado pode comprometer ainda mais as pretensões dos corais de acesso, já que dos seis pontos disputados longe do Arruda, o time deixou quatro pelo caminho.
 
O Santa entrou em campo com apenas uma mudança em relação ao time que começou o jogo com o Joinville, na terça. O atacante Keno deu lugar ao lateral-esquerdo Julinho. O objetivo era claro: ter um reforço na marcação pelo lado esquerdo, setor onde Cafu joga com a mesma frequência com que leva perigo às defesas contrárias. Mesmo assim, o time da casa deu mostras que só jogava nesse tom. O time insistia pelo lado em que havia mais gente. E assim o time pernambucano ia segurando o jogo.
 
O que estava faltando ao Santa era justamente um jogador na frente com mais mobilidade – aqui o lado ruim de não ter um lateral no lugar de um atacante de ofício. Os preferiam o lançamento longo para Leo Gamalho, que só levou vantagem uma vez, aos 11, obrigando o goleiro Roberto a defender no chute cruzado. A ausência sentida era de Wescley, sempre marcado ou fora da linha de passe.
 
Por isso, a bola parada passou a ser uma boa arma e o tricolor a usou bem primeiro. Aos 20 minutos, Tony bateu falta na área. A defesa da Macaca se preocupou demais com Leo Gamalho e de menos com Everton Sena. A liberdade foi tamanha que o zagueiro nem precisou saltar muito para completar de cabeça no canto direito. O Santa Cruz recuou um pouco após o gol. Embora tenha dado mais campo para o adversário não permitiu que ele entrasse em sua área.
 
Tanto que as melhores oportunidades dos donos da casa saíram em consequência de bolas paradas. Quando chegou perto na bola rolando, o centroavante Alexandro conseguiu vencer Tiago Cardoso, mas estava impedido e o gol foi anulado corretamente.
 
O time pernambucano voltou para o segundo tempo com Keno no lugar de Julinho. Apesar de a mudança sinalizar para menos marcação no lado forte da Ponte Preta não foi o que se viu na prática. Cafu continuou sem espaço e mesmo quando tentava se deslocar para o meio tinha a companhia de Danilo Pires. O roteiro foi o mesmo do primeiro tempo com essa postura bem encaixada defensivamente do Santa Cruz ao mesmo tempo impedido a Ponte de jogar e limitando as ações ofensivas.
 
Mas como o placar estava favorável, não houve do que se reclamar. A responsabilidade de tomar a iniciativa era toda dos campineiros. A bola ia e voltava, quase sempre pelo alto. De tanto tentar, uma hora a casa caiu. Aos 23, Fernando Bob bateu falta na área e Tiago Alves desviou para a pequena área. Cafu, que pouco produzira até então, estava sozinho e só empurrou no canto direito.
 
Quando a Macaca empatou, o Santa Cruz já havia perdido Keno. Numa dividida com Fernando Bob ele torceu o tornozelo direito e foi substituído por Renatinho. Cinco minutos depois, Oliveira Canindé tirou Tony para acionar Aílton. O recado era sair da trincheira e tentar a vitória. A situação se inverteu. Se a boa postura defensiva comprometeu o ataque, o fim do conservadorismo atrapalhou a defesa.
O jogo ficou equilibrado e a bola transitava mais rápido das defesas para os ataques. Aos 32, Danilo Pires recebeu cruzamento de Renatinho e, sozinho, completou por cima. Três minutos depois foi a vez de Cafu ser lançado no meio da defesa coral e chutar para Tiago Cardoso mandar a escanteio.
 
 
Ficha do jogo:
 
Ponte Preta: Roberto; Rodinei, Tiago Alves (Rafael Silva), Gilvan e Bryan; Fernando Bob, Juninho, Tomaz (Rodolfo) e Adrianinho (Rafael Costa); Cafu e Alexandro. Técnico: Guto Ferreira.
 
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Tony (Aílton), Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Bileu, Danilo Pires e Wescley; Léo Gamalho e Julinho (Keno) (Renatinho). Técnico: Oliveira Canindé.
 
Local: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). Árbitro: Devarly Lira do Rosário (ES). Assistentes: Leonardo Mendonça e Edson Glicerio dos Santos (ambos do ES). Gols: Everton Sena, aos 20 do primeiro tempo. Cafu, aos 23 do segundo. Cartões amarelos: Adrianinho, Rodnei e Everton Sena.
 
 
Por Wladmir Paulino

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

GOLS: Grêmio 2 x 0 Sport


Vencer fora parece missão quase impossível para o Sport na Série A

Leão perdeu mais uma longe do Recife. Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
O roteiro do filme é velho para o torcedor. Basta o Sport sair do Recife para tudo se repetir em mais uma derrota. O time até consegue criar chances, leva perigo, mas não mata o lance. Aí vem o adversário e marca. Desta vez as cenas de mais um pesadelo da equipe rubro-negra fora de casa foram contra o Grêmio, que bateu os leoninos por 2×0 com gols de Alan Ruíz e Dudu, na noite desta quarta-feira, na Arena do Grêmio. 
Os comandados de Eduardo Baptista precisam não só de mudanças táticas, como fazer o time marcar adiantado, mas de confiança para voltar a ganhar uma fora. Oito derrotas seguidas não é algo pontual a se analisar. Elas trazem uma carga negativa muito grande. Ao que parece, nem mesmo os jogadores do Sport acreditam mais que é possível trazer três pontos que não seja na capital pernambucana.
Apesar do resultado negativo, o Leão não cai na classificação – permanece em nono com 36 pontos.  Por outro lado, os gremistas vão para a quarta posição temporária, ainda falta o complemento da rodada, com 46. Na próxima rodada, os pernambucanos recebem o Vitória, na Ilha do Retiro, enquanto que os gaúchos visitam o Palmeiras.

FICHA DA PARTIDA – GRÊMIO 2X0
 SPORT
Grêmio: Tiago Machowski; Pará, Pedro Geromel, Rhodolfo (Bressan) e Zé Roberto; Ramiro, Fellipe Bastos e Alan Ruíz (Giuliano); Dudu, Fernandinho (Wallace) e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Sport: Magrão; Patric, Henrique Mattos, Durval e Renê; Rithely, Wendel e Augusto (Ananias); Danilo (Mike), Diego Souza e Neto Baiano (Felipe Azevedo). Técnico: Eduardo Baptista.
Série A (27ª rodada). Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ). Assistentes: Rodrigo Henrique Correa e Luiz Cláudio Regazone (ambos do RJ). Gols: Alan Ruíz (G) aos 29 minutos do primeiro tempo e Dudu (G) ao 30 do segundo. Amarelos: Geromel (G), Giuliano (G), Wendel (S) e Wallace (G). Público: 13.327. Renda: R$ 247.559.
Por Thiago Wagner

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sport encara o Grêmio tentando se reabilitar fora de casa

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
A situação não é das melhores para o Sport. Mesmo entre os dez primeiros colocados da Série A, o time rubro-negro vive um momento irregular e repleto de desconfianças. E é assim que vai a Porto Alegre, onde enfrenta nesta quarta-feira, às 22h, o Grêmio. A partida é válida pela 27ª rodada da Série A e acontece na Arena Grêmio.
O Leão da Ilha é o nono colocado com 36 pontos somados até agora, enquanto o Tricolor gaúcho está na quinta posição, com 43. Na última rodada, os rubro-negros foram derrotados por 3×0 pelo Corinthians. Os tricolores perderam para o Fluminense por 1×0.
O volante Ronaldo, recuperado de lesão, foi liberado pelo departamento médico na última segunda. Recuperado dos problemas musculares, já foi relacionado pelo técnico Eduardo Baptista para a partida. Outra surpresa na lista dos relacionados é o zagueiro Leandro Vicentin, recém-chegado e já regularizado.
Os rubro-negros ainda não tiveram a oportunidade de enfrentar o Grêmio na Arena, endereço do Tricolor desde dezembro de 2012. Mas, se levado em consideração o retrospecto no Estádio Olímpico, o Leão nunca voltou para o Recife com os três pontos na bagagem. No total, foram 19 partidas – 16 derrotas e três empates. No ataque, o Sport garantiu onze gols sobre o Grêmio, mas levou 34.
O adversário
Para enfrentar o Sport o técnico Luiz Felipe Scolari tem três desfalques garantidos. O goleiro Marcelo Grohe, convocado por Dunga para defender a Seleção Brasileira no amistoso contra a Argentina, e Matheus Biteco e Luan, convocados para a Seleção sub-21 de Alexandre Gallo.
No gol, Tiago Machowski assume a vaga. Para o lugar deixado por Luan, Giuliano e Alán Ruiz estão à disposição. Como Biteco estava entre os reservas nas últimas rodadas, o meio-campo não deve sofrer alteração.
Ficha Técnica: Grêmio x Sport
Grêmio: Tiago Machowski; Pará, Pedro Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Walace, Ramiro, Fellipe Bastos e Giuliano; Dudu e Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Sport: Magrão; Patric, Henrique Mattos, Durval e Renê; Rithely, Wendel e Ibson; Felipe Azevedo, Diego Souza e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
Campeonato Brasileiro – Série A (27ª rodada). Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Quarta-feira (8), às 22h. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ). Assistentes: Rodrigo Henrique Correa e Luiz Cláudio Regazone (ambos do RJ).
Por Marina Padilha

GOLS: Joinville 1 x 1 Santa Cruz


GOLS: Náutico 1 x 4 América-MG