quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sport vence o Náutico por 2×0 e larga na frente

O lateral-direito Patric abriu o caminho da vitória. Foto: Edmar Melo/JC Imagem
Num segundo tempo mais movimentado, o Sport foi eficiente nas oportunidades que teve e largou na frente do Náutico na decisão do Campeonato Pernambucano ao vencer por 2×0 na noite desta quarta-feira (16), na Ilha do Retiro. Patric e Neto Baiano marcaram os gols da vitória, que dá aos leoninos a vantagem de empatar na próxima quarta (23), na Arena Pernambuco para levantar o título. Aos timbus, que tiveram um gol mal anulado aos 43 da etapa final, resta vencer por qualquer placar e forçar a decisão por pênaltis.
 
Os dois times iniciaram o jogo fazendo jus às suas características. Por isso, cada um levava vantagem num fator, exatamente pela deficiência do outro. O Náutico optou por marcar forte do meio de campo para trás. A vantagem concedida aos rubro-negros foi ter metade do espaço sem sofrer apertos. De seu lado, a deficiência do Sport foi não imprimir a velocidade suficiente para sair do bloqueio do rival.
 
Resultado? Jogo preso entre as duas intermediárias e os atletas dos dois times ligadíssimos na marcação. Mas nem por isso a partida ficou feia. Parecia um jogo de xadrez, com os deslocamentos marcados com disciplina militar. Pela postura defensiva de ambos, não é de se estranhar que o Sport tenha apresentado maior domínio territorial. Mas para finalizar demorou um pouco. Aos 11 minutos, Felipe Azevedo deslocou-se para a meia direita e foi lançado em velocidade por Aílton. Ele entrou na área e chutou forte. Alessandro fez boa defesa.
 
Essas entradas de alguns jogadores do Sport como elementos-surpresa – à exceção de Neto Baiano – começaram a surtir efeito aos poucos. Ewerton Páscoa, Renê e Rodrigo Mancha tentaram o mesmo tipo de jogada. Aos 14, Renê passou para Neto Baiano ajeitar para Felipe Azevedo tentar pela segunda vez. Ele carimbou Raí e a bola saiu para escanteio. Azevedo teria a terceira finalização aos 20, novamente recebendo de Aílton e dando à bola o destino da linha de fundo novamente.
 
A essa altura o Náutico já retraíasse totalmente, no aguardo de alguma brecha – que não encontrava – para contra-atacar. Por isso só fez Magrão trabalhar aos 22 minutos quando Zé Mário arriscou de fora da área e o goleiro rubro-negro espalmou para escanteio. Essa ‘acrodada’ do Náutico serviu para o time sair um pouco mais da trincheira que criara em seu campo defensivo. A bola ficou um pouco mais distante da área de Alessandro e aumentaram as faltas, deixando o jogo fechado até o último apito.
 
Os dois times voltaram para o segundo tempo com mudanças, mas o Náutico foi mais radical. Geovane e Marcelinho entraram nos lugares de Leleu e Marcos Vinícius, deixando o time ao menos na teoria, mais ofensivo. O Sport veio de Ananias no posto de Felipe Azevedo. O Náutico se deu melhor porque os tão aguardados contra-ataques começaram a se esboçar. Não se concretizaram porque os defensores rubro-negros conseguiam evitar o passe final. Aos sete, por exemplo, Durval evitou que a bola chegasse para Marcelinho, que estava livre de marcação.
 
O Sport também sofreu porque o jogador que entrou não rendeu o esperado. Mesmo com a deficiência na finalização, Felipe Azevedo dava opção pelas laterais do campo, coisa que seu substituto não fez. E justamente quando o Náutico era mais incisivo, tocava mais a bola na vertical em direção à área leonina, os donos da casa conseguiram o balde de água fria.
 
Aos 19 minutos, Aílton cruzou da direita e Neto Baiano fez bem o pivô para Patric. O lateral chutou com estilo, de três dedos, no canto esquerdo de Alessandro para fazer 1×0. E, realmente, os alvirrubros sentiram o gol. A pegada reduziu e os erros de passe aumentaram vertiginosamente. O Sport retomou o domínio territorial, afastou o adversário de seu campo e encontrou espaços no setor defensivo, já que o meio de campo do Náutico estava fragilizado pelas substituições.
 
Foi assim que o time da Ilha chegou ao segundo gol, aos 39 minutos. Renê cruzou e Durval, que curtia uma de atacante, serviu Neto Baiano de cabeça. O artilheiro leonino dominou e chutou na saída de Alessandro para carimbar a vitória do Sport. O Náutico ainda faria o seu gol de honra, mas ele não foi computado pelo erro do assistente Elan Vieira. Marcelinho recebeu em posição legal e acertou o canto esquerdo. Mas o árbitro Wilton Sampaio atendeu à solicitação e manteve o placar de 2×0.
 
 
Ficha do jogo:
 
Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa (Rithely) e Aílton; Wendel (Renan Oliveira), Felipe Azevedo (Ananias) e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
 
Náutico: Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai; Dê, Yuri, Zé Mário, Marcos Vinícius (Vinícius) e Leleu (Marcelinho); Paulo Júnior (Geovane). Técnico: Lisca.
 
Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Wilton Sampaio (DF). Assistentes: Elan Vieira e Wlademir de Souza Lins (ambos de PE). Gols: Patric, aos 19; e Neto Baiano, aos 39 do segundo tempo. Cartões amarelos: Ferron, Patric, Ewerton Páscoa e Zé Mário.
 
 
Por Wladmir Paulino

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Salgueiro é melhor mas não consegue passar pelo Santa Cruz

Mesmo buscando mais o ataque e mostrando mais disposição, o Salgueiro ficou no empate por 1 a 1 contra o Santa Cruz no Cornélio de Barros na noite desta quarta-feira. Para terminar o Pernambucano em terceiro lugar o Carcará vai precisar vencer os corais no Arruda na próxima terça-feira. Se acontecer outro empate a decisão será nas penalidades. Os gols da partida foram marcados por Kanu, para o Salgueiro, e Betinho, para o Santa.
 
O JOGO
Mostrando um futebol sem alma e criatividade, o Santa Cruz foi surpreendido pela velocidade do Salgueiro no primeiro tempo de  partida no estádio Cornélio de Barros, no sertão pernambucano.   E logo aos seis minutos, a defesa coral viu Sidny fazer uma  boa jogada pela direita e cruzar para Kanu chutar e acertar a  trave. No rebote, o próprio Kanu mandou para as redes.  O pouco tempo que o Salgueiro precisou para abrir o placar  revelou o quanto a equipe coral estava desatenta no jogo. A  equipe não conseguiu trocar passes no meio de campo, facilitando a vida do Carcará, que buscou o campo ofensivo sem  receio.
 
Explorando os avanços de Sidny, o Salgueiro teve mais volume de jogo e conseguiu entrar na área tricolor. Kanu perdeu mais uma chance de ampliar o placar, o mesmo acontecendo com Anderson Paraíba. O Santa Cruz só teve uma chance, quando Pingo recebeu de Gamalho e chutou para fora.
No segundo tempo, o Salgueiro voltou melhor e buscou o ataque. Mas, ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, faltou objetividade ao time sertanejo. O Salgueiro continuou aproveitando bem os avanços de Sidny pela direita, mas não conseguia mostrar qualidade nas finalizações.
 
O Santa Cruz melhorou um pouco no posicionamento defensivo, apesar de deixar brechas nas laterais, especialmente pela esquerda, onde Zeca teve dificuldades para segurar o ímpeto de Sidny. Na frente, a equipe continuou sem inspiração, criando muito pouco.
 
Mesmo assim, o Santa Cruz aproveitou uma falha defensiva do Salgueiro. Aos 27 minutos, a bola é cruzada na área, o zagueiro Ranieri e o goleiro Luciano trombam e a bola sobra para Betinho, que não tem dificuldades para mandar para o gol. Empate garantido, o Tricolor teve mais tranquilidade para jogar. A partir daquele momento, o Salgueiro foi para cima, chegou a criar algumas situaçãoes ofensivas, mas não conseguiu o gol de desempate.
 
 
Ficha técnica
 
Salgueiro: Luciano, Sidny, Alemão, Ranieri e Peri; Pio,  Morelândia (Rodolfo Potiguar), Valdeir (França) e Anderson Paraíba; Kanu e Everton (Alexon).  Técnico: Cícero Souza.
 
Santa Cruz: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan e Zeca;  Sandro Manoel, Sorriso, Memo (Raniel) e Jéferson Maranhão (Betinho); Caça-Rato (Pingo) e Léo Gamalho. Técnico: Vica.
 
Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro.  Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Clóvis Amaral e Albert Júnior. Gol: Kanu, aos 6 minutos do primeiro tempo, e Betinho, aos 27 do segundo. Público: 7.618. R$ 110.325,00.
 
 
Com informações de Marcelo Cavalcante

Salgueiro recebe Santa Cruz para largar na frente rumo ao terceiro lugar

Salgueiro não vai contar com Tamandaré que segue vetado pelo departamento médico do clube (Foto: Divulgação)
Sem a vaga na final do Campeonato Pernambucano, o Salgueiro entra em campo para enfrentar o Santa Cruz nesta quarta-feira, a partir das 20h, no estádio Cornélio de Barros. É o jogo de ida na decisão do terceiro lugar, que vai garantir vaga na Copa do Nordeste e Copa do Brasil em 2015.

A ordem no Carcará é atacar o adversário, vencer e largar na frente. Vencendo o primeiro combate, o Salgueiro vai jogar por um empate no Arruda na terça-feira dia 22.

Para encarar o Santa, o técnico Cícero Monteiro continua sem contar com o lateral-direito Marcos Tamandaré, que foi vetado pelo departamento do clube momentos antes da partida contra o Náutico. Fabrício Ceará se recuperou da contusão que o tirou dos dois últimos jogos. Mas o treinador o deixará na reserva, mantendo Éverton e Kanu.

SANTA CRUZ
Se contra o Sport, na Ilha do Retiro, o Santa Cruz jogou com o regulamento embaixo do braço para garantir o empate, agora, a história é diferente. Diante do Carcará, o técnico Vica vai soltar mais o time, escalando dois meias. Assim, o volante Memo sai da equipe e entra Jéferson Maranhão. O meia Carlos Alberto não seguiu com a delegação, pois ainda está abatido pelo fato de ter perdido o pênalti decisivo contra o Sport.


Ficha do jogo
Salgueiro
Luciano; Sidny, Ailton Alemão, Ranieri e Peri; Pio, Moreilândia, Valdeir e Anderson Paraíba; Éverton e Kanu. Técnico: Cícero Souza.

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Raul e Jefferson Maranhão; Flávio Caça-Rato e Leo Gamalho. Técnico: Vica.

Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro.  Horário: 20h. Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Clóvis Amaral e Albert Júnior. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (estudante).
Com informações de Marcelo Cavalcante

Sport e Náutico iniciam disputa pelo título do Pernambucano nesta quarta-feira

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Agora vale título. Quando Sport e Náutico entrarem em campo na noite desta quarta-feira, às 22h, mais do que a centenária rivalidade estará em jogo. A taça do Pernambucano começa a ser disputada em um duelo de 180 minutos. O primeiro jogo será na Ilha do Retiro, enquanto a volta será na Arena Pernambuco, na semana que vem. Ao vencedor do confronto, a glória de colocar mais um troféu na história. Esta será o 17º final do Estadual entre as duas equipes. O Leão tem a vantagem no retrospecto com 10 títulos contra seis do Timbu. No ano, porém, os alvirrubros estão levando a melhor com três vitórias e apenas um derrota.

Pelo lado do Sport haja fôlego para aguentar as decisões que o time está enfrentando neste mês de abril. Até agora foram duas partidas pelas semifinais do Pernambucano e mais duas pela decisão da Copa do Nordeste. Agora pela frente, a final diante do Alvirrubro. Para este duelo, o time não tem nenhuma baixa para o clássico, e só não chega a ter 100 por cento do elenco à disposição, porque o volante Anderson Pedra ainda se recupera da cirurgia no joelho, mas a sua volta está cada vez mais perto. Ter praticamente todo time apto a jogar é um privilégio para Eduardo Baptista, como também o resultado de um planejamento bem preparado no início da temporada, quando ainda era o preparador físico do clube. “Estou feliz pelo planejamento que fizemos no início da temporada e agora está dando certo. Sabíamos que seria difícil por conta dos campeonatos que iríamos disputar, por isso, méritos de todos por ter chegado aqui com 99 por cento dos jogadores para utilizar nesta final”, comentou.

Apesar de ter todo o elenco à disposição, o técnico rubro-negro não definiu o time. A interrogação é saber quem entra no setor esquerdo de ataque. Com a volta de Ananias, ele terá que decidir se fica com o recém-recuperado ou se mantém Wendel na vaga. Quem também corre por fora é Renan Oliveira, que caso seja o dono da vaga, deixará a equipe com maior poder de criação no meio de campo. “O Ananias é importante, está voltando de lesão. Mas também temos o Renan e o Wendel que vem fazendo muito bem a função. Essa é a minha dúvida para o jogo”, declarou Baptista. No mais o time será o mesmo que atuou contra o Santa Cruz.
O Náutico está engasgado na garganta dos rubro-negros por causa da vantagem nos confrontos diretos neste ano. Além disso, há na memória as duas derrotas em casa. Como o primeiro jogo da final será na Ilha do Retiro, todo cuidado é pouco para não repetir o terceiro jogo sem vitória no próprio domínio. “Temos que mudar algumas coisas que erramos nas outras duas vezes. É uma final onde todos querem o título por isso vamos nos entregar bastante para vencer”, afirmou o lateral-direito Patric.
Quem também aclama por mudança de atitude em campo é o volante Ewerton Páscoa, que afirmou que o time está com o sinal de alerta ligado por conta dos dois trunfos do rival na casa leonina. “Claro que liga o sinal de alerta contra o Náutico, éramos os favoritos nos dois jogos mas eles conseguiram acertar na estratégia e venceram. Acredito que mais uma vez vão jogar por uma bola, mas vamos tentar mudar essa história. Não podemos de jeito nenhum perder mais uma vez na Ilha”, falou.
Se os leoninos estão se apegando ao retrospecto para ficarem mais atentos, os alvirrubros preferem esquecer os confrontos anteriores para não se acomodarem na grande final. Para os jogadores e comissão técnica do Náutico, o passado não interessa mais. “Estatística serve para torcida e imprensa. Cada jogo é um jogo. Se for pensar em estatística, melhor ficar em casa”, mandou o técnico Lisca.
Assim como Sport, o Timbu não está confirmado para o jogo desta quarta. Lisca comandou treino secreto nesta terça-feira e deixou no ar o mistério sobre a equipe titular. O certo é que ele não poderá contar com o volante Elicarlos e os atacantes Marinho e Rodrigo Careca. Todos foram descartados pelo treinador por conta de problemas médicos ou físicos. Vale lembrar que o técnico alvirrubro já não pode contar com o zagueiro Luiz Alberto e o meia Pedro Carmona, lesionados seriamente durante a temporada.
Tendo que quebrar a cabeça para armar o time, Lisca comemora o retorno do meia Marcos Vinícius, que está recuperado de lesão. Ele é a grande esperança do comandante do Timbu para dar mais criatividade ao meio de campo. Além disso, Marcos tem estrela já que decidiu um clássico contra o Sport neste ano. Marcou o gol da vitória no último jogo da primeira fase do Pernambucano. Dependendo de como Lisca posicionar o meia, pode surpreender o treinador rubro-negro.
Além de se preocupar com a armação do seu time, o técnico alvirrubro está atento à montagem do Sport e quer evitar sofrer com a pressão do adversário, principalmente nos minutos iniciais. “Sport é muito forte pelos lados. Além disso, tem o Mancha que sobe muito junto com o Páscoa. Foram campeões da Copa do Nordeste e temos respeitar”.

FICHA DA PARTIDA – SPORT X NÁUTICO
Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa e Aílton; Wendel (Renan Oliveira ou Ananias), Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
Náutico: Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai; Dê, Yuri, Zé Mário, Marcos Vinícius e Paulo Júnior (Leleu); Marcelinho (Paulo Júnior). Técnico: Lisca.
Pernambucano (final). Local: Ilha do Retiro. Horário: quarta-feira (16), às 22h. Árbitro: Wilton Sampaio (DF). Assistentes: Elan Vieira de Souza e Wlademir de Souza Lins (ambos de PE).
Por Thiago Wagner

domingo, 13 de abril de 2014

Sport vence no tempo normal, nos pênaltis e está na final com o Náutico

Sport mais uma vez se deu bem contra o Santa Cruz na atual temporada (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
No tempo normal deu Sport com a vitória por 1×0 no fim do jogo. Nos pênaltis, o time da Ilha também foi mais eficiente e carimbou a vaga na final do Campeonato Pernambucano 2014 ao vencer por 5×3 . A partir de quarta-feira, os rubro-negros enfrentam o Náutico em dois jogos para se conhecer o campeão estadual. O primeiro confronto será na Ilha do Retiro. O jogo de volta, na outra quarta, na Arena Pernambuco.

O técnico Eduardo Baptista gostou da atuação do time no primeiro tempo da decisão da Copa do Nordeste e manteve Wendel pelo lado esquerdo do campo. Mesmo assim, o Sport manteve a postura ofensiva que se esperava de um time que só jogava por um resultado. O posicionamento dos jogadores rubro-negros era marcar o Santa logo em sua saída de bola. Prova disso foi a postura dos dois laterais, Patric e Renê, posicionando-se na linha de meio de campo.

De seu lado, Vica manteve o trio de volantes que deu certo na vitória por 3×0 na semana passada. Não tanto pela posição mas muito mais pela postura, o tricolor praticamente ficou assistindo seu adversário jogar. Os volantes ajudavam na marcação dos laterais do Sport. Raul e Caça Rato também recuaram para evitar que os volantes leoninos aparecessem como elementos surpresa. Sobrou para Leo Gamalho ficar sozinho entre os zagueiros do Sport.

Mesmo com o domínio territorial, o Sport teve dificuldade para finalizar. Só veio fazê-lo com perigo aos 22 minutos e na bola parada. Neto Baiano bateu com violência e Tiago Cardoso defendeu parcialmente. No rebote, ninguém do Sport aproveitou. Apenas dois minutos depois, um escanteio rendeu ótima oportunidade para Wendel. Ferron ajeitou de cabeça para o camisa 7 chutar prensado e a bola sobrar fácil para Tiago Cardoso. O Santa conseguiu sair lá de trás em velocidade. Aos 25, Leo Gamalho chutou mas Ferron apareceu na hora para bloquear.

Cada goleiro voltaria a fazer uma defesa antes dos 30 minutos. Tiago teve que trabalhar mais duro num chute rasteiro de Patric. Já Leo Gamalho facilitou a vida de Magrão ao mandar de cabeça no meio do gol. Os donos da casa tiveram sua melhor chance aos 42. Patric avançou livre e cruzou para a pequena área. Felipe Azevedo esticou a perna direita mas a conclusão foi por cima do gol. A resposta dos corais foi quase instantânea. Um minuto depois Memo acertou um foguete de fora da área e Magrão teve que se esticar para mandar a escanteio.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com a mesma disposição que ambos apresentaram no primeiro. O Santa só quis se defender e o Sport não tinha mais nada a fazer do que procurar ao menos um gol que lhe desse vantagem. O problema é que os dois times mostravam bem menos força para executar seus planos. O Sport tocava a bola de forma mais lenta, assim facilitava a vida de seus marcadores. Nem mesmo a liberdade maior de que desfrutou Ewerton Páscoa conseguiu fazer a diferença.

Pelo que foi comentado acima sobre o Sport dá para imaginar como estava o Santa. Novamente recuado e, como agravante, o fato de apenas livrar-se da bola. O pouco que trocou passes no primeiro tempo não foi visto no segundo. Essa forma de jogar fez com que Leo Gamalho se transformasse num mero espectador dentro das quatro linhas. O atacante tricolor irritava-se constantamente, pedindo aos companheiros que trabalhassem mais a bola para trazê-la ao setor ofensivo.

A partida estava assim, tensa, quando veio o lance crucial. Aos 13 minutos, Aílton bateu falta na área tricolor. De costas, Ewerton Páscoa desviou para as redes. No entanto, o árbitro Sebastião Rufino Filho anulou a jogada por falta em Tiago Cardoso. A polêmica é que na hora de sair para tentar cortar a bola, Cardoso tropeçou em Éverton Sena, que havia caído nas trombadas por disputa de espaço. Os rubro-negros ainda teriam outro gol anulado, desta vez corretamente. Aos 20, Ferron desviou cobrança de escanteio e o atacante foi em direção à bola, que entrou no canto. O assistente Clóvis Amaral notou impedimento, já que o camisa 9 teve participação ativa na jogada.

O jogo limitava-se apenas à metade vermelha preta e branca do campo. Eram dez mandando bolas para a área e outros dez afastando-a de todas as maneiras. Mas de tanto insistir o Sport conseguiu seu gol salvador. Aos 42 minutos, Renan Oliveira bateu falta na área e Ferron cabeceou para o lado oposto da pequena área. Leonardo chutou no canto direito de Tiago Cardoso.

O tempo se estenderia até os 48 mas o Santa parceu prostrado por tanto tempo enterrado em seu campo defensivo que não mostrou o mínimo esforço de tentar o milagre do gol de empate que o classificaria para a final.

Nos pênaltis, dois gigantes no gol e Magrão terminou levando a melhor sobre Tiago Cardoso. A disputa estava empatada em 2×2 com Leonardo e Renan Oliveira batendo para o Sport e Leo Gamalho e Renatinho descontando para o Santa. Na terceira batida, Patric fez 3×2. Carlos Alberto tentou empatar no canto esquerdo e Magrão foi buscar a bola. Ewerton Páscoa aumentou a vantagem leonina e Sandro Manoel bateu o pênalti que manteve o Santa vivo.

Restava apenas Neto Baiano. Se o Sport convertesse, Renan Fonseca não precisaria bater pelo Santa. E quis o destino que o atacante que quase foi liberado para acompanhar o velório do avô, falecido na véspera da partida, bastesse forte, no canto esquerdo. Tiago Cardoso foi lá mas não conseguiu defender.


Ficha de jogo

Sport: Magrão, Patric, Durval, Ferron e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Aílton (Leonardo) e Wendel (Renan Oliveira); Felipe Azevedo (Bruninho) e Neto Baiano. Técnico Eduardo Baptista.

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Renan Fonseca, Everton Sena e Zeca; Sandro Manoel, Memo, Luciano Sorriso (Éverton) e Raul (Carlos Alberto); Flávio Caça Rato e Leo Gamalho.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Clóvis Amaral e Charles Rosas. Gol: Leonardo, aos 42 do segundo tempo. Cartões amarelos: Aílton, Neto Baiano, Érico Júnior, Luciano Sorriso, Oziel e Raul.


Por Wladmir Paulino

Sport vence no tempo normal, nos pênaltis e está na final com o Náutico

No tempo normal deu Sport com a vitória por 1×0 no fim do jogo. Nos pênaltis, o time da Ilha também foi mais eficiente e carimbou a vaga na final do Campeonato Pernambucano 2014 ao vencer por 5×3 . A partir de quarta-feira, os rubro-negros enfrentam o Náutico em dois jogos para se conhecer o campeão estadual. O primeiro confronto será na Ilha do Retiro. O jogo de volta, na outra quarta, na Arena Pernambuco.

No último duelo do ano, Sport e Santa Cruz decidem quem será o segundo finalista

Fotos: JC Imagem
Uma semana depois de um tabu ser quebrado em grande estilo e um título expressivo no meio do caminho, Sport e Santa Cruz medem forças pela última vez em 2014 neste domingo (13), a partir das 16h na Ilha do Retiro. O sexto confronto dos velhos rivais apontará o segundo finalista do Campeonato Pernambucano 2014 e a vantagem está do lado vermelho, preto e branco. Como venceu o primeiro jogo – o placar nem importa muito por causa do regulamento, mas vamos lá, foi 3×0 – o tricolor pode empatar e ainda assim garantir seu direito de lutar pelo tetracampeonato, justamente no ano de seu centenário.
 
Para o Sport só resta vencer. E se existe algo de bom nisso é que a diferença de gols pode ser mínima, menos tendo tomado de 3×0 no Arruda. No entanto, o triunfo dos donos da casa leva a decisão para as cobranças de pênaltis.
 
Para enfrentar o Santa, os rubro-negros terão que superar o excesso de cansaço provocado não só pela decisão da Copa do Nordeste contra o Ceará, como também pelo longo dia seguinte que teve na volta para casa. Depois de conquistar o título, o time desembarcou na quinta à noite e fez uma carreata pelas ruas do Recife até à Ilha do Retiro. Na sexta-feira, os jogadores voltaram a trabalhar normalmente, porém os titulares fizeram trabalhos regenerativos e os que não participaram do jogo treinaram com bola no gramado do estádio. Curar a ressaca em meio ao pouco tempo para se preparar para o clássico é o principal problema do técnico Eduardo Baptista e de todo o elenco.
 
Ao menos ele garantiu que irá usar força máxima no clássico e que sonha em chegar à final. “A ideia é utilizar o que temos de melhor. Ainda vou analisar os jogos do Santa para saber qual estratégia adotar”, comentou. Com a segunda decisão em quatro dias ele fez uma comparação entre o jogo contra o Ceará, e o do Pernambucano. Para Eduardo, a diferença está no placar do jogo de ida. “Contra o Ceará a estratégia era outra, podíamos esperar um pouco mais e não ter tanta pressa para chegar ao ataque. Desta vez precisamos entrar forte e ir pra cima”, analisou.
 
A única ausência é o meia-atacante Ananias, que ainda se recupera de um trauma rotacional no joelho direito. No mais ele tem todos os jogadores à disposição. Caso consiga chegar nas penalidades, ele já sabe com quem contar.“É claro que ter o Magrão no gol em uma disputa por pênaltis nos passa tranquilidade. O adversário respeita quando o ver no gol.”“Ele é um goleiro que espera a definição, fica parado, e isso dificulta a vida do cobrador”, comentou.
 
E por falar no goleiro e ídolo da torcida rubro negra, Magrão espera contar com o apoio do torcedor para mais uma vez vencer o Santa em casa.“Temos uma vantagem neste jogo que é o nosso torcedor que vai lotar o estádio e nos ajudar”, disse o goleiro.
 
Pelo lado do Arruda, o técnico Vica repete a dúvida da semana passada. A dúvida dele fica para o setor de meio de campo. Ele oscila entre três volantes ou dois. Pela postura mais ofensiva que o Sport deve adotar – até porque não tem outra alternativa a não ser vencer – o trio pegador deve ser mantido com Sandro Manoel, Memo e Luciano Sorriso.
 
Vica não espera uma mudança radical no comportamento do adversário, assim como garantiu que ninguém verá um Santa Cruz do outro mundo. Segundo ele, os dois times já se conhecem muito bem e a tendência é que sejam mantidos os mesmos princípios. “Não espero mudanças na forma de atuar do Sport. Da mesma forma que eles não terão nenhuma nova estratégia, a gente também não tem que mudar muita coisa. Os dois times já conhecem muito bem”, explicou.
 
O comandante tricolor também evita falar em cobranças de pênaltis, prova de que a estratégia vai ser evitar ao máximo essa situação. Ele chega ao ponto de evitar se fez algum trabalho específico para esse tipo de situação.
 
“Treinar é uma rotina. Afinal, o pênalti pode ocorrer durante o tempo normal do jogo. O que pode ser diferente é após os 90 minutos, pois o atleta está desgastado fisicamente e a concentração tem ser maior, especialmente o fator emocional. Nosso grupo está pronto. Só não vou colocar a sequência que vamos usar caso a decisão vá para as penalidades, o que queremos evitar”, pontuou.
 
 
Ficha de jogo
 
Sport: Magrão, Patric, Durval, Ferron e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa, Aílton e Danilo (Érico Junior); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico Eduardo Baptista.
 
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Renan Fonseca, Everton Sena e Zeca; Sandro Manoel, Memo (Carlos Alberto), Luciano Sorriso e Raul; Flávio Caça Rato e Leo Gamalho.
 
Local: Ilha do Retiro. Horário:16h. Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Clovis Amaral e Charles Rosas. Ingressos:De R$20 a R$80 (mandante); visitante – de R$20 a R$40.
 
 
Por Wladmir Paulino

sábado, 12 de abril de 2014

Salgueiro perde nao tempo normal, nas penalidades e fica de fora da final

Náutico lutou bastante para conseguir seu objetivo: vencer o Salgueiro no tempo normal e nos pênaltis para ir à final do Estadual/Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foi um verdadeiro drama como se previa. O Náutico tinha que vencer o Salgueiro duas vezes para garantir a presença na final do Pernambucano Coca-Cola 2014. E foi assim que  aconteceu. Primeiro, nos 90 minutos de jogo, o Timbu teve que suar muito a camisa para superar a retranca do Carcará, por 1×0, gol marcado por Vinícius, aos 23 minutos do segundo tempo.
 
A decisão, então, foi para as cobranças de pênaltis. Uma rotina do Náutico na Arena Pernambuco. Foi a terceira disputa dos pênaltis que o Timbu encarou no estádio. A primeira  foi pela Sul-Americana, contra o Sport, e, depois, diante do Sergipe, pela Copa do Brasil. Contra o Salgueiro, pelo Estadual, o time alvirrubro fez a torcida feliz. Nos penais, 5×3 e o Timbu está na final do Estadual. A equipe tem a oportunidade de quebrar o jejum de 10 anos sem títulos.
 
O Jogo
O Náutico foi dono das ações do primeiro tempo da partida contra o Salgueiro, na Arena Pernambuco. Mas a equipe alvirrubra cometeu erros incríveis nas finalizações e acabou  deixando o gramado amargando o empate de 0×0. O resultado garante, até então, a presença do Carcará na final do Pernambucano Coca-Cola, já que no primeiro confronto, o time do interior venceu o Timbu por 2×0.
 
Antes de a bola rolar, o Náutico perdeu o meia Marcos Vinícius, que foi vetado pelo departamento médico. Restou ao técnico Lisca escalar mais um volante no time. Dê entrou na equipe, dando mais liberdade para Zé Mário encostar nos atacantes Paulo Júnior e Marcelinho. Mas independente da escalação, o Náutico precisava atacar. E assim o fez.
 
O Salgueiro também teve problemas na escalação. O lateral-direito Marcos Tamandaré foi vetado para o jogo quando estava aquecendo no gramado da Arena. Sidny entrou no seu  lugar. E foi o Carcará quem chegou primeiro com perigo. Aos 4 minutos, após cobrança de falta, Ranieri desviou de cabeça uma cobrança de falta e mandou a bola para as redes.  A arbitragem assinalou impedimento no lance. Depois disso, só deu Náutico. O time buscou o ataque de todas as formas, criou as chances, mas não fez gol.
 
Logo aos 8 minutos, Paulo Júnior chutou cruzado na boca do gol. Marcelinho se esticou e não alcançou a bola, que foi para fora. Depois, aos 12, Raí cruzou e Paulo Júnior, de  carrinho, perdeu chance incrível. No minuto seguinte, Elicarlos cruzou, Paulo Júnior chutou, o goleiro espalmou e Marcelinho, quase embaixo da trave, perdeu a chance, ao “furar” o chute.
 
Depois dessa sequência, o Salgueiro se acertou melhor no campo defensivo e conseguiu bloquear algumas jogadas do Náutico. Mas o domínio de bola continuava do Timbu. Aos 38 minutos, Paulo Júnior fez grande jogada individual e passou para Yuri que chutou forte e Luciano espalmou. O Salgueiro só ofereceu perigo no final. Aos 45 minutos, Anderson Paraíba cabeceou e o goleiro espalmou.
 
No segundo tempo, o Náutico parecia que manteria o mesmo ritmo. Logo aos 4 minutos, João Ananias chutou forte e Luciano espalmou. Na cobrança de escanteio, Paulo Júnior  cabeceou à queima roupa e Luciano fez grande defesa.  Mas depois desse lance, o time alvirrubro arrefeceu. A equipe cometia erros na troca de passe o que facilitava a vida do Salgueiro, que foi a campo apenas para se defender e  garantir o 0×0. O panorama deixou a partida chata. Nem o Salgueiro agredia, muito menos o Náutico conseguia criar as chances de gols o seu domínio de jogo.
 
Até que aos 23 minutos o Náutico encontrou o caminho das redes. Geovane passou para Vinícus, que limpou a jogada e mandou no ângulo, sem chances para Luciano. O Salgueiro não se abalou e manteve a postura fechada, sem dar espaços. Já o Náutico permanecia cometendo erros, mas demonstrando mais tranquilidade, já que estava em vantagem no placar. Aos  41 minutos, Vinícius teve a chance de ampliar. Ele entrou livre e chutou fraco. Luciano falhou e a bola passou raspando. Aos 43, Kanu chutou forte e Alessandro espalmou. Um susto. E assim se foram os 90 minutos de jogo.
 
A classificação só veio nas cobranças de pênaltis. E brilhou a estrela do goleiro alvirrubro Alessandro. O camisa 1 do Timbu defendeu a cobrança de Valdeir. E todos os jogadores do Náutico balançaram as redes. Marcelinho, Zé Mário, Yuri, Vinicius e Geovane garantiram a vaga. Pelo Carcará, Anderson Paraíba, Rodolfo Potiguar e França converteram os pênaltis. Com a classificação do Náutico, a Arena Pernambuco será, pela primeira vez, palco da final do Estadual, que acontece no dia 23 de abril.
 
 
Ficha técnica
 
Náutico
Alessandro; João Ananias (Jackson), Leonardo Luiz, Flávio e Raí; Elicarlos (Vinícius), Yuri Naves, Zé Mário e Dê; Paulo Júnior (Geovane) e Marcelinho. Técnico: Lisca.
Salgueiro

 Luciano; Sidny (Rodolfo Potiguar), Aylton Alemão, Ranieri e Pery; Pio (Vitor Caicó), Moreilândia, Valdeir e Anderson Paraíba; Kanu e Everton (Franaça).  Técnico: Cícero Souza.
 
Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Ricardo Chianca e Wlademir Lins. Gol: Vinícius, aos 23 minutos do segundo tempo. Cobranças de pênaltis: Náutico 5 x 3 Salgueiro – Marcelinho, Zé Mário, Yuri, Vinícius e Geovane (Náutico); Anderson Paraíba, Rodolfo Potiguar e França. Publico: 16. 502. Renda: R$ 354.170,00.
 
 
Por Marcelo Cavalcante