quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"A partida da minha vida", diz técnico do Salgueiro sobre o jogo com o Mogi

Treinador completou seis meses no comando do Salgueiro (Foto: Aldo Carneiro)
Jogo da vida. É assim que o técnico Fernando Alcântara encara a partida decisiva contra o Mogi Mirim, que vale uma das vagas para a série B do Brasileiro do ano que vem. O treinador, que tem experiências atuando como auxiliar em alguns clubes do Brasil, e que passou muitos anos no exterior, enxerga no confronto de sexta-feira (24) a grande oportunidade no futebol nacional.
Antes de ser contratado pelo Salgueiro, Fernando Alcântara conta que chegou a ouvir de dirigentes e empresários do ramo do futebol que seria difícil a sua atuação no país, por suas experiências como técnico terem sido desenvolvidas no exterior. Com a oportunidade de dirigir o time sertanejo, Fernando tem na sua primeira temporada a chance de conseguir levar o Carcará ao acesso. 
- Eles diziam: "poxa Fernando Alcântara, você não tem experiência, não conhece o futebol brasileiro, não conhece os jogadores". Acho que este trabalho que conseguimos desenvolver no Salgueiro, demonstrou que se você tem competência, tem know how (conhecimento), independente de trabalhar o futebol aqui, na Ásia ou na Europa, isso vai contribuir a favor do sucesso daquele projeto. Embora seja meu primeiro ano do Campeonato Brasileiro da Série C, competição de destaque nacional, pode ser que este jogo me coloque com 100% de aproveitamento no sentido que, no primeiro ano, pode ser a coroação de um trabalho feito em uma temporada  - comenta Fernando.
E é na busca desta coroação, que o treinador não mede palavras em demonstrar a importância e a entrega do time para o jogo da próxima sexta-feira.
- Julgo como a partida da minha vida. É neste clube que estou trabalhando e é para esse clube que tenho que me dedicar de toda a minha alma, de todo o meu coração, com o melhor que posso fazer- afirma.
Mesmo em desvantagem, após perder o primeiro jogo em casa, por 1 a 0, a equipe acredita que pode reverter a situação. Com esta confiança, o técnico do Carcará aproveitou para deixar um recado aos torcedores apaixonados pelo time, que estão na expectativa de poder repetir a festa realizada em 2010, quando também decidindo fora de casa, o Salgueiro venceu o Paysandu e conseguiu o acesso.
- Acreditem, confiem e torçam para nós – pede o treinador.
Por Globoesporte.com

Chegou a hora de quebrar a invencibilidade do Sapão

Carcará passou pelo Santa no Arruda e mais uma vez conquistou o direito de disputar a Copa do Nordeste (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)
Em 2010 após um empate em casa por 1 a 1 contra o Paysandu, no duelo que apontaria quem seria o dono do acesso para a Série B, o Salgueiro chegou em Belém-PA e tirou a invencibilidade do Papão, que não perdia na acanhada Curuzu há muito tempo. A vitória por 3 a 2 naquela oportunidade levou o Carcará a sua principal conquista em sua pequena história como profissional.

Quatro anos depois  a situação é parecida. Mais uma vez o Salgueiro não fez o dever de casa e deixou passar a chance de largar na frente. A derrota por 1 a 0 para o Mogi Mirim no Salgueirão no último domingo, obriga o Carcará a  ter que reverter o quadro longe da sua torcida. Mas, quem duvida? Vitória-BA, Criciúma e Boa Esporte, pela Copa do Brasil em 2013, se engasgaram com o Carcará, mesmo jogando em casa a partida da volta.

Pelo Pernambucano da atual temporada, o Salgueiro esteve perto de fazer a final da competição pela primeira vez na história. Na semifinal contra o Náutico na Arena Pernambuco, perdeu nos pênaltis. Na decisão do terceiro lugar, o Carcará venceu o Santa Cruz no Arruda. A vitória rendeu uma vaga na Copa do Nordeste em 2015.  

O próximo feito fora de casa já tem dia e hora marcada. Sexta que vem, dia 24, às 15h (horário de Pernambuco), no Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Miri-SP. É o que a torcida salgueirense espera que aconteça.

Invicto no Romildão, Mogi só precisa manter escrita para confirmar acesso

Um empate leva o Mogi para a Série B do Campeonato Brasileiro (Foto: Geraldo Bertanha)
Para voltar a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro depois de dez anos, o Mogi Mirim não precisa fazer nada de diferente do que já fez na atual edição da Série C. A vitória em Salgueiro dá ao Sapo o direito de confirmar o acesso (além da classificação à semifinal) com um simples empate. A missão, apesar da dificuldade presente em todo mata-mata, parece tranquila para quem ainda não sentiu o gosto de perder diante da torcida.

Na atual edição da Série C, o Mogi disputou nove jogos no Romildão, todos válidos pela primeira fase. Foram seis vitórias, a maioria pelo placar mínimo (quatro vezes) e três empates com o apoio do torcedor. O desempenho foi suficiente para confirmar a classificação às quartas de final com antecedência. Dos 31 pontos somados, 21 foram em Mogi Mirim.
A confiança é tão grande no retrospecto como mandante que comissão técnica e jogadores descartaram qualquer chance de atuar longe do Romildão na sexta-feira. Por conta da queda de uma das torres de iluminação do estádio, o presidente Rivaldo cogitou disputar o jogo contra o Salgueiro em alguma cidade da região, como Americana ou Campinas. A hipótese foi deixada de lado assim que surgiu, a pedido dos atletas.
O favoritismo por atuar em casa aumenta também pela irregularidade do Salgueiro longe de Pernambuco. Em nove partidas como visitante, o Carcará do Sertão ostenta um aproveitamento de 25,9%, com quatro empates, quatro derrotas e somente uma vitória (por 3 a 1, sobre o Crac, em Catalão).
A disparidade de desempenho entre o Mogi como mandante e o Salgueiro como visitante será posta em prática na sexta-feira, às 16h. Os paulistas avançam se vencerem ou empatarem o jogo. Aos pernambucanos, só a vitória interessa.
Confira a campanha do Mogi Mirim como mandante:
Mogi Mirim 1 x 0 Guaratinguetá
Mogi Mirim 1 x 1 Madureira
Mogi Mirim 3 x 0 Tupi
Mogi Mirim 0 x 0 Guarani
Mogi Mirim 1 x 0 Juventude
Mogi Mirim 3 x 1 Duque de Caxias
Mogi Mirim 1 x 0 São Caetano
Mogi Mirim 1 x 1 Caxias
Mogi Mirim 1 x 0 Macaé

Por Globoesportes.com

Salgueiro partiu para Mogi Mirim em busca do acesso para a Série C

O Salgueiro vai precisar vencer para chegar a Série B (Foto: Jadir Souza)
O Salgueiro embarcou no início da tarde desta terça-feira para a cidade de Mogi Mirim, onde na sexta-feira (24) enfrenta o time da casa em jogo decisivo por uma vaga na série B do próximo ano. Antes da viagem, jogadores e comissão técnica receberam o apoio de alguns torcedores.

Presente no acesso de 2010, o goleiro Luciano falou sobre a importância do apoio da torcida antes da viagem. – A torcida do Salgueiro sempre ajudou a equipe, principalmente nos momentos difíceis, e nós contamos com ela também nessa reta final – disse o camisa um do Carcará.

Antes de chegar na cidade do interior paulista, o Salgueiro dorme em Campina Grande-PB e segue viagem na quarta-feira. A equipe precisa vencer o Mogi Mirim para conquistar o acesso. 

Por Globoesporte.com

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Jean Pierre Gonçalves Lima apita jogo decisivo entre Mogi e Salgueiro

Jean Pierre vai estar à frente do duelo entre Sapo e Carcará (Foto: Agência Estado)
O gaúcho Jean Pierre Gonçalves Lima será o árbitro do confronto decisivo entre Mogi Mirim e Salgueiro, pelas quartas de final da Série C. O juiz terá o auxílio dos conterrâneos Marcelo Bertanha Barison e José Eduardo Calza. A partida será na sexta-feira, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Romildo Ferreira. A equipe paulista precisa apenas de um empate para conseguir a vaga na Série B. 
Jean Pierre tem 35 anos e é aspirante ao quadro da Fifa. Nesta temporada, trabalhou em jogos das três principais divisões do futebol brasileiro e na Copa do Brasil. No último domingo, apitou o confronto entre Atlético Paranaense e Flamengo, pela 29ª rodada da Série A. 
Por globoesportes.com

Sem torre de iluminação, Mogi decide jogar contra Salgueiro na sexta à tarde

Queda da torre de iluminação do Romildão assusta moradores e dirigentes (Foto: Rafael Bertanha)
O Mogi Mirim optou pela solução caseira e vai mandar a segunda partida das quartas de final diante da torcida. O clube anunciou a mudança de horário da partida contra o Salgueiro, na próxima sexta-feira. Inicialmente marcado para 20h, o jogo acontecerá às 16h. O Estádio Romildo Ferreira está impossibilitado de sediar eventos à noite, devido à queda de uma das torres de iluminação, ocorrida no último domingo. A CBF confirmou a alteração em seu site oficial. 
O presidente Rivaldo se reuniu pela manhã com especialistas e consultou a Federação Paulista de Futebol (FPF) antes de informar a nova data. O Mogi tinha, além dessa, outras duas alternativas: alugar um sistema provisório de iluminação ou levar a partida para outra cidade da região, como Americana ou Campinas. A primeira hipótese foi descartada pelo custo excessivo, enquanto a segunda não teve aprovação do elenco.

– Consultamos a FPF e fomos aconselhados a fazer neste horário para aproveitar a luz natural – afirmou o cartola, ao site do Mogi Mirim. 

A partida vale a classificação às semifinais da Série C do Campeonato Brasileiro e uma consequente vaga à próxima edição da Série B, em 2015. 
O Mogi largou na frente com vitória por 1 a 0 em Salgueiro, gol de Thomás Anderson. Agora, precisa só de um empate para concretizar o objetivo. Os pernambucanos, por sua vez, necessitam da vitória para pelo menos estender a decisão para os pênaltis. 
Inicialmente marcado para 20h de sexta, o jogo precisou ser alterado devido ao acidente do último domingo. Fortes ventos, que causaram danos pela cidade de Mogi Mirim, derrubaram uma das duas torres de iluminação do Estádio Romildo Ferreira. O poste entortou e caiu em cima da área destinada a estacionamento de carros da imprensa. Por pouco, não atingiu a arquibancada.
Por globoesportes.com

GOL: Salgueiro 0 x 1 Mogi Mirim

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JOGO NA ÍNTEGRA: Salgueiro 0 x 1 Mogi Mirim


domingo, 19 de outubro de 2014

Carcará perde em casa e vai ter que reverter no interior paulista

Salgueiro bem que tentou, mas não conseguiu furar o bloqueio do Mogi Mirim (Foto: Jadir Souza)
Na tarde deste domingo o Salgueiro não se deu bem e largou com derrota para o Mogi Mirim no confronto decisivo que vai apontar quem sobe para a Série B. O jogo foi no Cornélio de Barros, e o time do interior paulista venceu pelo placar de 1 a 0.

O grande responsável pelo feito foi o goleiro Mauro. O arqueiro se transformou em santo e fez inúmeras defesas, lembrando e muito os tempos de campeão brasileiro pelo Santos. Já o gol foi marcado por Thomas Anderson. 

O Salgueiro terá que vencer por dois ou mais gols de diferença para conquistar o acesso no jogo da volta. Caso vença pelo mesmo placar, a partida será decidida nas penalidades máximas. Já o Mogi Mirim jogará pelo empate. A partida acontecerá na próxima sexta-feira, às 19h, horário pernambucano, no Estádio Romildo Ferreira, para carimbar o seu passaporte à Série B.

O confronto entre Salgueiro e Mogi Mirim, que contou com a presença do ex-jogador e presidente do clube paulista Rivaldo, ficou parado nos minutos finais do segundo tempo por cerca de 20 minutos por conta da falta de energia. Assim que restabelecida, a partida foi reiniciada normalmente.

“SÃO” MAURO!
Apoiado por seus torcedores, o Salgueiro demorou para engrenar. O Carcará apostava nos passes longos pelas laterais e sofria para passar pela forte marcação do Mogi Mirim, que claramente veio para jogar recuado com a intenção de surpreender nos contra-ataques.A primeira boa chance foi do time da casa. Aos 13 minutos, Vitor Caicó arriscou o chute na entrada da área e parou no goleiro Mauro, que deva mostras de que estava em dia inspirado.

O arqueiro voltou a brilhar aos 19 minutos.Fabrício Ceará aproveitou o lançamento e cabeceou com perigo. Mauro fez a defesa. Na sobra, Vitor Caicó tentou o arremate, mas a bola voltou a ficar com o goleiro. Após o susto, enfim, o Mogi Mirim respondeu.Em cobrança de falta, Valdir soltou o pé e Luciano saiu bem para tirar de soco.

O Salgueiro continuava pressionando, mas Mauro deixava o gol cada vez menor. Aos 29 minutos, Vitor Caicó recebeu na entrada da pequena área e desviou de cabeça para mais uma defesa do goleiro Mauro, desta vez em dois tempos.Fabrício Ceará chegava para completar, mas o arqueiro levou a melhor.

Nos minutos finais, o Mogi Mirim soube conter o ímpeto do Salgueiro e tocava a bola, deixando o tempo passar. O Salgueiro arriscava de longa distância, mas não acertava o alvo. Por tudo que fez durante a partida, o Sapo vai para o intervalo com um grande resultado.

SAPÃO SURPREENDEU!
O Salgueiro voltou para a segunda etapa acelerado e perdeu a chance de abrir o placar aos três minutos. Zé Roberto tabelou com Fabrício Ceará e arriscou o chute. Mauro caiu no canto direito e espalmou para fora. A resposta do Mogi Mirim veio no lance seguinte. Luciano colocou efeito na cobrança de falta e a bola tinha endereço certo, até Luciano saltar e com uma mão fazer a defesa.

O Sapo voltou melhor para o segundo tempo e começava a acreditar que poderia sair com a vitória. Aos 17 minutos, Everton Heleno puxou o contra-ataque, passou pela marcação adversária e soltou o pé. Luciano fez outra grande defesa. Dois minutos depois, Fabrício Ceará ganhou a dividida com o marcador do Mogi e chutou de direita. Mauro espalmou e, na sobra, Zé Roberto foi travado.

O Mogi foi gostando do jogo e abriu o marcador aos 35 minutos, pegando muita gente de surpresa.Thomás Anderson recebeu pelo lado esquerdo de campo e na entrada da área acertou o ângulo do goleiro Luciano, um golaço. Antes do apito final, acabou a energia no Estádio Cornélio de Barros. A partida demorou cerca de 20 minutos para recomeçar, mas não tinha mais tempo para o Salgueiro buscar o empate.


FICHA TÉCNICA
SALGUEIRO 1 X 1 MOGI MIRIM

Salgueiro
Luciano;
Marcos Tamandaré, Ranieri, Ricardo Brás e Daniel;
Moreilândia (Fabrício Ceará) (Júlio Estevão), Vitor Caicó, Zé Roberto e Valdeir; Kiros (Kanu) e Fabrício Ceará. Técnico: Fernando Alcântara.

Mogi Mirim
Mauro;
Valdir, Fábio Sanches, Wagner e Leonardo;
Magal, Maycon, Everton Heleno (Thomas Anderson), Vitinho (Moisés) e Danrlei;
Nando (Willian Popp). Técnico: Cláudio Batista.


Local: Estádio Cornélio de Barros, Salgueiro (PE); Árbitro:Wagner Reway - MT; Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques - MT e Flávio Gomes Barroca - RN; Cartões Amarelos: Salgueiro-PE: Moreilândia, Valdeir; Mogi Mirim-SP: Magal; Gols: Mogi Mirim-SP: Thomas Anderson 35' 2T; Renda: R$ 84.410,00; Público: 8.765 pagantes.  


Com informações da AFI

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sport erra do começo ao fim e perde a segunda na Ilha do Retiro

Diego Souza marcou seu primeiro gol com a camisa do Sport. Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Com erros do primeiro ao último minuto de jogo, o Sport perdeu a segunda partida como mandante na Série A do Campeonato Brasileiro. O algoz foi o Vitória, que, ao fazer 2×1, mostrou eficiência para explorar os pontos fracos dos pernambucanos. Esse resultado deixou os campeões do Nordeste em 11º lugar. Já o Leão baiano conseguiu sair da zona de rebaixamento. Agora é o 17º, com 31 pontos.
Marcinho bateu falta na área e Rithely subiu mais que todo mundo para mandar para as redes. O problema é que o alvo do volante foi justamente a barra que seu goleiro defendia. Nada mais pode ser dito antes disso porque o cronômetro marcava apenas 45 segundos quando o Vitória marcou o gol inaugural.
Pronto, depois do gol-relâmpago podemos voltar ao contexto do jogo. A péssima fase do ataque do Sport fez o técnico Eduardo Baptista radicalizar. A dupla Felipe Azevedo/Neto Baiano foi para o banco e a experiência que deu certo contra Criciúma e Santos voltou: Vítor entrou na lateral e Patric virou atacante, com o acréscimo de Ananias e Diego Souza no papel do falso centroavante.
O que ninguém contava é que aquele gol pré-um minuto desmantelou qualquer planejamento. O Sport quis empatar de qualquer jeito e de qualquer jeitou tentou ir ao ataque. Quando alguém não individualizava outro alguém precipitava-se. Ibson foi o maior exemplo do primeiro problema e Renê do segundo. Acrescente-se o maior problema do time com a avalanche de contusões: a perda de uma marcação mais pesada no meio de campo. Embora trabalhem melhor a bola, nem Rithely nem Wendel têm a força de Ewerton Páscoa e Rodrigo Mancha, a dupla de volantes durante quase todo primeiro semestre.
Foi assim que os baianos chegaram ao segundo gol. Juan cruzou da esquerda e Henrique Matos interceptou. Mas Dinei foi espero, correu até à bola, dominou, girou e chutou forte no canto esquerdo de Magrão. Durante os quatro movimentos do atacante adversário, nem Henrique Mattos tentou acompanhar, nem um dos volantes, que deveriam estar na entrada da área, apareceu para fazer a cobertura.
Com dois gols de vantagem o Vitória encolheu-se em seu campo defensivo usando um 4-1-4-1, deixando apenas Dinei à frente. Edno e Vinícius formavam a linha do meio de campo, que recuou à medida que o tempo passava. Isso chamou o Sport para o campo ofensivo e o time da casa foi atacando, literalmente aos trancos e barrancos até o maior vacilo dos visitantes. Patric ficou livre do lado direito e Ananias o lançou. O lateral/artacante entrou na área e cruzou no segundo pau para Diego Souza subir muito alto e cabecear para as redes aos 40 minutos.
O Sport voltou para o segundo tempo com o novo sistema ofensivo parcialmente desfeito. Felipe Azevedo entrou no lugar de Vítor e Patric era de novo o lateral. No Vitória, o fraco Juan deu lugar a Mansur. A mudança do Sport não mudou nada. O time não pressionou a saída de bola, não acelerou o jogo e, principalmente, manteve Ibson enraizado no lado esquerdo. Já o novo lateral-esquerdo baiano apenas guardou posição, coisa que o antecessor não fazia.
Como o time dominava apenas territorialmente, o técnico rubro-negro promoveu outra alteração. Para satisfação da torcida, que aplaudiu, Neto Baiano foi para a beira do gramado. E para insatisfação da torcida, que vaiou, quem saiu foi Diego Souza. Com a saída de um jogador que prende a bola e a entrada de outro apenas de finalização, o Sport passou a apelar ainda mais para a bola longa.
E para piorar a relação do técnico com a torcida a última mudança envolveu dois jogadores que gozam de péssima popularidade com a torcida. Wendel saiu para entrada de Zé Mário. Mesmo depois da entrada de Zé Mário, aos 24, o Sport ainda demorou mais de dez minutos para usar Ibson centralizado. E àquela altura do jogo, o desespero já batia forte e o time preferia rifar a bola no ataque do que uma troca de passes consciente.
Esses lançamentos só fizeram consagrar o zagueiro Kadu, o maior rebatedor de todos eles. Parte da torcida perdeu a paciência e chamou o técnico Eduardo Baptista de burro. Quando o Vitória tinha a bola conseguia trocar passes com relativa facilidade, já que o meio de campo leonino não dava o bote.
Ficha do jogo:
Sport: Magrão; Vítor (Felipe Azevedo), Durval, Henrique e Renê; Rithely, Wendel e Ibson; Patric, Diego Souza (Neto Baiano) e Ananias. Técnico: Eduardo Baptista.
Vitória: Gatito Fernández; Nino, Roger Carvalho, Kadu e Juan (Mansur); Luiz Gustavo, Richarlyson e Marcinho; Vinicius (Luiz Aguiar), Edno e Dinei (Marcos Júnior). Técnico: Ney Franco.
Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e José Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS). Gols: Rithely (contra), aos 45 segundos; Dinei, aos 27; Diego Souza, aos 40 do primeiro tempo. Cartões amarelos: Edno, Gatito Fernandéz, Luiz Gustavo, Richarlyson, Wendel e Durval.
Por Wladmir Paulino